Obrigado aos três, mjr, malm e marcopnns pelas vossa oportunas intervenções!
Como diz o mjr, as diferenças entre células são mais perceptíveis a baixos SOC.
Como diz o Malm, é obvio que que ele tem verificado na sua bateria esse fenómenmo de recuperação do balanceamento, quanto se carrega ( aumenta o SOC) de uma bateria. Mais óbvia ainda é que foi
sempre assim, desde que se existem baterias de iões de lítio e se associam a outras, seja em configurações em série (S) , em paralelo (P) ou combinadas (SP), como é o caso do Leaf, e não desde uma particular transferência temporal que o Malm esteja a pensar..!
Como bem refere o marcopns, o hardware de balanceamento, só entra em ação, a partir de um nível mínimo de SOC, quando em carga, e deixa de funcionar para baixo desse SOC, em descarga, já que, nesta última situação, o algoritmo que usam é apenas o de descarregar as células com tensões mais elevadas e isso poderia resultar em desastre, danos permanentes, incêndio ( como já experimentei) se se permitisse a sua execução permanente, até à usura total da bateria.
Assim sendo, independentemente do momento em que entre em ação esse sistema de balanceamento de células, quando em carga, e que a partir de SOC mais elevados pode acumular um segundo algoritmo , o da paragem de carga de uma célula individual para além da sua descarga, enquanto continua o carregamento das menos beneficiadas, uma coisa é lógica e demonstrável, quando experimentando com duas baterias, em iguais circunstâncias... Estará menos tempo a beneficiar do conjunto de algoritmos de balanceamento ( seja ele apenas 1 ou 2) aquela a que se interrompeu a carga antes dos 100%, do que aquela a que se permitiu chegar aos 100% e deixar ser o próprio LBC a determinar o momento ideal de fim de carga ( e balancemanto, naturalmente)!
É pois, e tão só por isso, que, tendo eu terminado a carga da minha bateria nos 85%, ela esteve menos tempo a usufruir dos sistema dos eventuais sistemas de balanceamento e, como tal, a recuperação observada tem mais valor que uma que terminasse com o mesmo diferencial de voltagem, mas depois de ter continuado a craga até aos 100% e ter deixado que os algoritmos de balanceamento chegassem a ser até cancelados pelo próprio LBC.
Como mesmo na minha bateria, o valor de 14mV e inferiores, ainda são muito comuns depois de deixar o LBC terminar uma carregamento a 100%, essa é a razão do meu contentamento, que espero agora ter ficado melhor compreendido!?
Comparações só se devem fazer em igualdade de circunstâncias, de outra maneira podem ser enganadoras!

Se alguém quiser repetir a mesma experiência, mas nas mesmas condições da minha bateria, espero que partilhe, pois aí se abrirá caminho a uma outra justificação e que é um estado homogéneo das células melhor que o meu, e isso é de saudar, é mesmo o que eu procuro, com os meus cuidados, já que quando a degradação nasce, nasce para todos e, como tenho não uma, mas muitas células, tenho uma sistema e, como tal, mais vale ter todas as células a debitarem a mesma capacidade com o mesmo abaixamento de voltagem, do que ter umas quantas células que estão muito saudáveis de tensão e outras muito abaixo, para essa mesma entrega de energia. Mais cedo ou mais tarde, apesar dessas células XPTO, o carro vai ter menos autonomia do que aquele que consegue trazer todas, em conjunto, e em segurança, bem abaixo da voltagem a que essa células XPTO do outro terminam de dar energia ao motor do outro carro!

Bem hajam de novo por me recordarem o detalhe do conhecimento que já vamos tendo de cada variável , de per si, das nossas baterias! Isso ajuda-me e muito, a cometer menos erros nas minhas avaliações sistémicas, do todo enfim, que são as que me parecem mais próximas da interpretação da realidade!
Bem Haja a todos!
