mjr Escreveu: 28 out 2026, 22:47
A Mobie só pode aprovar aquilo que controla, obviamente. Se para a ligação à RESP, por exemplo, é necessária a aprovação da DGEG nem sei como é que a Mobie podia "aprovar" coisa alguma.
A Mobie no novo modelo não aprova nada, a não ser que os postos sejam integrados na plataforma antiga (e beneficiando da TAR da ME).
Não falei aprovar, apenas liberar o posto enquanto não sai a burocracia da DGEG, como acontecia no inicio de tudo.
Tinhas postos que enquanto isso não acontecia carregavas à borla, não digo isto, mas pelo menos estando tudo pronto começava logo a atividade do posto com a responsabilidade da Mobi-e.
Como contra-exemplo dou-te o posto de Matosinhos da Tesla que nunca esteve ligado à Mobie e demorou anos a ficar em operação.
Sinceramente, hoje em dia, isso não é tema.
Nissan Leaf 40 Tekna preto, entregue em 30 de maio de 2018. 62800km em 2025-12-20.
Nissan LEAF mk1 Preto, entregue em 7 de julho de 2011. 190000 km em 2025-11-23.
Tesla Model 3 LR preto entregue em 2019-03-06. 162000 km em 2025-11-23.
Associado da Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos, UVE: http://www.uve.pt
Mas @civic, o que se está a tentar explicar é que, no 'novo' modelo de mobilidade elétrica a MOBI.E não tem responsabilidade de aprovar nada. Os OPC dependem principalmente da DGEG. Portanto não vejo como é que a MOBI.E, neste modelo, possa ser entrave ao quer que seja. Se eu estiver errado, agradeço que me expliquem.
E eu compreendo que há muita 'bagagem emocional' com a MOBI.E (e tenho poucas dúvidas que é absolutamente justificável) mas, para mim, é importante ser objectivo e não ajudar a perpetuar um bode expiatório que, efectivamente, não o é neste momento.
BYD Atto 3 / MY22-24 / Comfort / Ski White / 2023 / Importação da Alemanha
60.5 kWh / LFP Blade Battery / AC 11kW / DC 89kW Diário de Bordo - EV Database
pms Escreveu: 29 out 2026, 16:28
Mas @civic, o que se está a tentar explicar é que, no 'novo' modelo de mobilidade elétrica a MOBI.E não tem responsabilidade de aprovar nada. Os OPC dependem principalmente da DGEG. Portanto não vejo como é que a MOBI.E, neste modelo, possa ser entrave ao quer que seja. Se eu estiver errado, agradeço que me expliquem.
E eu compreendo que há muita 'bagagem emocional' com a MOBI.E (e tenho poucas dúvidas que é absolutamente justificável) mas, para mim, é importante ser objectivo e não ajudar a perpetuar um bode expiatório que, efectivamente, não o é neste momento.
Eu não quero dizer que seja um entrave, acho é que não é nada, podia ser alguma coisa, ficar "responsavel" pelo funcionamento de um posto entre a montagem e o fim da burocracia podia ser uma coisa que podia fazer. E os consumidores só tinham a ganhar com isso.
Não tenho qualquer bagagem emocional, praticamente não uso/usei postos publicos... É só uma coisa que me faz especie, um posto estar anos para abrir com toda a parte tecnica montada e pronta a funcionar. Havendo uma entidade como a Mobi-e podia agilizar estas coisa...
civic Escreveu: 29 out 2026, 17:22
Eu não quero dizer que seja um entrave, acho é que não é nada, podia ser alguma coisa, ficar "responsavel" pelo funcionamento de um posto entre a montagem e o fim da burocracia podia ser uma coisa que podia fazer. E os consumidores só tinham a ganhar com isso.
Não tenho qualquer bagagem emocional, praticamente não uso/usei postos publicos... É só uma coisa que me faz especie, um posto estar anos para abrir com toda a parte tecnica montada e pronta a funcionar. Havendo uma entidade como a Mobi-e podia agilizar estas coisa...
Oh @civic, mas perdoe-me a pergunta, só para tentar perceber o que está a sugerir (posso estar a compreender mal, e quero ser preciso): ou seja a MOBI.E passar a ser uma entidade que funcionasse como assessora aos OPC na parte administrativa e promotora/facilitadora de investimentos na ME, é isso?
E sim, acho positivo para a discussão termos estabelecido que, neste momento, não é um entrave.
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Mas como pode uma entidade que não tem competências em segurança elétrica, por exemplo, aprovar uma ligação à rede? É que nesse caso mais valia acabar com a entidade responsável por essa avaliação e passar para a nova "mais ágil".
A única coisa que vejo possível é haver uma aprovação tácita, sob responsabilidade do OPC/técnico responsável até à visita de inspeção. Algo que até já é feito em algumas situações.
Seja como for, hoje em dia os problemas acontecem muito antes de o posto ter energia. Tens algum exemplo recente de algum posto instalado e pronto a funcionar (com energia e tudo) que não é ligado por faltar "um papel" qualquer, sem ser por opção do próprio OPC (quer fazer uma inauguração pomposa, por exemplo)?
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Mas a aprovação tecnica é da e-redes, não é da DGEG, ou seja, o que demora é a DGEG a liberar o posto, a parte tecnica está feita há muito, não é assim? Pelo menos é isso que dizem dos postos que estão à espera na estação de serviço da A25 em Mangualde, neste caso A Mobi-e ficaria a atravessava-se na parte burocratica, como acontecia antes da liberação, lembro-me assim de repente do Hub em Leiria, que nem sequer tinha a potência toda disponivel e já estava aberto, desde que a e-redes dissesse que dava, siga...
Isso são coisas diferentes. A própria Tesla tinha o site de Alcácer a funcionar mas não conseguia aumentar a potência porque a DGEG não autorizava a ligação à rede de um novo transformador devido a não ser indicado o OPC responsável pela instalação. Ou seja, já havia energia elétrica no local, mas com potência insuficiente, e por isso o OPC pode optar por abrir (ou manter) o posto, com limitações.
Não sei interpretar o significado jurídico de a Mobie atravessa-se. A entidade responsável pelo licenciamento é a DGEG. Se passares isso para a Mobie achas que esta iria facilitar só porque sim? As normas têm na mesma de ser cumpridas e a Mobie não tem operacionais para fazer esse tipo de trabalho. Se já temos uma entidade que o faz, devemos melhorar esta, não dar a uma nova duplicando recursos. Além de que muitas vezes a culpa é dos OPC que se esquecem, por exemplo, que é necessária uma botoneira de corte (independentemente de concordar ou não com essa exigência da DGEG).
Hoje em dia tens (ainda) postos a entrar em funcionamento sem cumprir com o AFIR, ou seja sem disponibilizar um meio de pagamento bancário acima de 50kW ou um meio de pagamento ad hoc (bancário, QR Code, etc) abaixo de 50kW. Se fosse a Mobie, que tem mais conhecimento destas coisas, será que deixava estes postos entrar em funcionamento?
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