Se a moda pega...

As discussões relacionadas com a revolução do carro elétrico.
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fernandinand
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Se a moda pega...

Mensagem por fernandinand »

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BrunoAlves
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Re: Se a moda pega...

Mensagem por BrunoAlves »

Não era nos states ou no Canadá que já havia um imposto qualquer sobre VEs?

Isto poderá querer dizer que a nossa visão "romântica" dos impostos não bate com a realidade... Eu sempre achei que o decréscimo em ISP seria colmatado pela redução da importações de petróleo e aumento da qualidade do ar no geral, mas se calhar não.
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jfr2006
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Re: Se a moda pega...

Mensagem por jfr2006 »

Parafraseando alguém:

"Australians, what else?" :roll: :roll:

Estes australianos parece que não aprenderam com os fogos que tiveram o ano passado e a influência das alterações climáticas nisso :twisted:
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Nonnus
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Re: Se a moda pega...

Mensagem por Nonnus »

Acho que qualquer um de nós sabe que mais dia menos dia todos os países vão inventar impostos para os VE´s.

O que é estupido neste imposto é como é calculado. Quanto mais andas de VE mais pagas, pagando mais um BEV que um hibrido. Isto é mesmo a dizer para continuarem a comprar veículos a combustão.

Assim nunca vão fazer a transição para os VE´s. Se mais ninguém seguir este exemplo, e esperamos todos que não, daqui a uns anos é o único país onde andar a queimar combustível é mais rentável que andar de VE. Que estupidez...
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RJSC
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Re: Se a moda pega...

Mensagem por RJSC »

O Governo lá tinha preferido fazer mais centrais a carvão e gás para lidar com os apagões que colocar a bateria em Hornsdale. :roll:
O poder Australiano é fã dos combustíveis fósseis.
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rnlcarlov
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Re: Se a moda pega...

Mensagem por rnlcarlov »

Se ainda fosse um país houve já houvesse uma grande adopção de VEs, tipo Noruega, até entendia. Agora Austrália que tem uma penetração tão baixa? Não estão certamente a perder tanto imposto do petróleo ainda....
JLMF
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Re: Se a moda pega...

Mensagem por JLMF »

É a oportunidade dupla de preservar e aumentar a coleta de impostos adicionada á necessidade de satisfação dos lobbies instalados.

Alguns países tem uma base de recursos naturais desproporcionalmente grande em relação ao tamanho da população (http://www.businessinsider.com/countrie ... ves-2015-7). Nesses casos e’ possível produzir uma alta renda per capita com baixa complexidade econômica, ou seja, sem sofisticação do tecido produtivo. Alguns desses países foram alem da simples extração de recursos naturais e conseguiram desenvolver um setor de serviços sofisticado a partir da base de recursos naturais: bancos, turismo, geologia. Os casos de destaque aqui são: Australia, Chile, Emirados Árabes e Qatar. Uma estratégia de desenvolvimento para poucos, pois exige uma base de recursos naturais enorme em relação ao total da população. O mapa abaixo mostra a correlação entre complexidade econômica e renda per capita para 120 países em 2012. Os outliers mais importantes na parte de cima são justamente esses países riquíssimos em recursos naturais.

https://www.paulogala.com.br/minas-e-po ... os-arabes/
LAbreu
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Re: Se a moda pega...

Mensagem por LAbreu »

JLMF Escreveu: 24 nov 2020, 18:57 É a oportunidade dupla de preservar e aumentar a coleta de impostos adicionada á necessidade de satisfação dos lobbies instalados.

Alguns países tem uma base de recursos naturais desproporcionalmente grande em relação ao tamanho da população (http://www.businessinsider.com/countrie ... ves-2015-7). Nesses casos e’ possível produzir uma alta renda per capita com baixa complexidade econômica, ou seja, sem sofisticação do tecido produtivo. Alguns desses países foram alem da simples extração de recursos naturais e conseguiram desenvolver um setor de serviços sofisticado a partir da base de recursos naturais: bancos, turismo, geologia. Os casos de destaque aqui são: Australia, Chile, Emirados Árabes e Qatar. Uma estratégia de desenvolvimento para poucos, pois exige uma base de recursos naturais enorme em relação ao total da população. O mapa abaixo mostra a correlação entre complexidade econômica e renda per capita para 120 países em 2012. Os outliers mais importantes na parte de cima são justamente esses países riquíssimos em recursos naturais.

https://www.paulogala.com.br/minas-e-po ... os-arabes/
Sim, mas se reparares logo abaixo da Austrália está a Noruega!

Na minha opinião é só os fortes lobies anti-desenvolvimento humano que imperam na Austrália a funcionar.
Não será certamente uma política repetida na Europa.

Agora, em 2030 de certeza vamos ter mais impostos sobre VE...
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Nonnus
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Re: Se a moda pega...

Mensagem por Nonnus »

Hoje numa conversa devido ao preço dos combustíveis apareceu a teoria de que o que vivemos hoje é para obrigar à compra de veículos elétricos. Pronto, aqui tive me meter na conversa. Conversa puxa conversa e chegamos ao ponto dos futuros impostos dos veículos elétricos. Há um indivíduo que diz que vai haver um imposto por cada km andado atribuído aos VEs.

Este argumento tem sido muito utilizado nas internets da vida.

Ao que respondi que isso não existe.

O indivíduo saca do telemóvel e diz diz que na Nova Zelândia esse imposto já existe e que a Inglaterra vai fazer o mesmo. Ignorei.

Para vermos como as pessoas distorcem as notícias e adoptam aquilo que mais lhe convém no momento, o que existe é:
Na Nova Zelândia, a taxa por quilómetro chama-se RUC (Road User Charges) ou Taxa de Uso de Estradas.

Esta taxa aplica-se tradicionalmente a veículos a diesel e, desde junho de 2024, também a carros 100% elétricos e híbridos plug-in com menos de 3500 kg. O objetivo é garantir que estes veículos também contribuem para a manutenção das vias públicas, uma vez que não pagam o imposto incluído nos combustíveis tradicionais.

Como funciona e valores

• Pré-pagamento: Os condutores compram licenças de RUC por blocos de 1.000 quilómetros de cada vez.

• Veículos elétricos (EV): O custo é de cerca de 76 NZD (cerca de 43 €) por cada 1.000 km.

• Híbridos plug-in (PHEV): O custo reduz para cerca de 38 NZD (cerca de 21,50 €) por cada 1.000 km.

• Veículos a diesel: Também pagam com base no peso e tipo de veículo por cada 1.000 km.

• Fiscalização: O veículo deve exibir no para-brisas a etiqueta física ou o registo digital que comprove a distância pré-paga válida. No caso de carros alugados, as locadoras normalmente gerem ou orientam sobre estes valores conforme os quilómetros contratados ou percorridos.

Pode consultar mais pormenores práticos sobre o funcionamento destas licenças no guia da Imoova ou ler a análise detalhada da Razão Automóvel.
Isto é um imposto aplicado a todos os veículos e não exclusivo para VEs.

Continuo sem perceber este estigma aos carros elétricos e tudo o que acontece é devido aos mesmos.

O mesmo indivíduo depois acaba por dizer que fez 300km e gastou 50€ em combustível, ao que eu lhe tive que dizer que faço esses 300km com 4.50€. 🤔

Na conjuntura actual andamos todos a sofrer devido ao preço dos combustíveis e o culpado é o carro elétrico. 🤷
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rjspedition
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Re: Se a moda pega...

Mensagem por rjspedition »

Infelizmente (?) no UK terá início em 2028, os detalhes estão aqui:
From 1 April 2028, eVED a new mileage-based charge will apply to BEVs, PHEVs, and HFCEVs that are cars. The rates of tax will be:

3 pence per mile for BEVs and HFCEVs
1.5 pence per mile for PHEVs

The rate will be uprated in 2029 to 2030, and in future years, in line with Consumer Prices Inflation (CPI), to ensure that the tax maintains its real-terms value.
Em conversão directa e meio atabalhoada, aqui os 40 mil km ao ano resultavam num imposto de 872€ a pagar pela fórmula inglesa.



E digo infelizmente porque não sei se é o método mais correcto de ir buscar os impostos perdidos na venda de combustível, ou até o poderia ser, se englobado num plano mais abrangente e com um novo desenho da carga fiscal.

Uma proposta idêntica para cá tem sido bastante comentada nas notícias esta semana.
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